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Apendicectomia (Cirurgia de Apendicite)
Apendicectomia em Buritis/RO. Cirurgia para tratamento de apendicite aguda. Atendimento de urgência 24h. Equipe especializada e centro cirúrgico equipado. O procedimento dura aproximadamente 30-90 minutos. Realizado na Clínica Santa Tereza em Buritis/RO com equipamentos modernos e equipe especializada.
Remoção cirúrgica do apêndice inflamado
Sobre o Exame
O diagnóstico de apendicite baseia-se em: quadro clínico característico (dor abdominal que inicia ao redor do umbigo e migra para lado inferior direito do abdômen, febre, náuseas/vômitos, perda de apetite), exame físico (dor à palpação no ponto de McBurney - região inferior direita do abdômen), exames laboratoriais (hemograma mostrando aumento de leucócitos - indicando infecção), e exames de imagem (ultrassom ou tomografia que visualizam apêndice inflamado e espessado).
A apendicectomia pode ser realizada por duas técnicas principais: Apendicectomia aberta (convencional): Incisão de 5-10 cm na região inferior direita do abdômen, remoção direta do apêndice. Indicada em casos complicados (ruptura, abscesso, peritonite), quando laparoscopia não é disponível ou contraindicada, em alguns casos de gravidez. Apendicectomia videolaparoscópica (minimamente invasiva): 3 pequenas incisões (0,5-1,5 cm), uso de câmera e instrumentos laparoscópicos. Vantagens: menos dor pós-operatória, recuperação mais rápida, cicatrizes menores, menor risco de infecção de ferida, retorno mais rápido às atividades. Indicada em casos não complicados, permite melhor visualização da cavidade abdominal.
A escolha da técnica depende de: gravidade da apendicite (simples vs complicada), experiência do cirurgião, disponibilidade de equipamento, condições do paciente (obesidade, gestação, cirurgias prévias). Em casos de ruptura ou abscesso encontrados durante cirurgia laparoscópica, pode ser necessário converter para técnica aberta.
O apêndice não tem função vital conhecida no organismo adulto (possivelmente tinha função imunológica ancestral). Sua remoção não causa problemas de saúde, alterações digestivas ou deficiências imunológicas significativas.
Quando é Indicado
Como se Preparar
Como a apendicite é uma emergência cirúrgica, a preparação é frequentemente limitada pelo tempo. O objetivo é estabilizar o paciente e realizar cirurgia o mais rápido possível para prevenir complicações.
Instruções de Preparação
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Avaliação de urgência: Exame físico completo, história clínica detalhada, avaliação de sinais vitais (pressão, temperatura, frequência cardíaca)
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Exames laboratoriais: Hemograma completo (leucocitose), PCR (proteína C-reativa), exame de urina (excluir infecção urinária), beta-HCG em mulheres em idade fértil (excluir gravidez)
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Exames de imagem: Ultrassom abdominal (primeiro exame, especialmente em crianças/gestantes), tomografia computadorizada (padrão-ouro, maior acurácia diagnóstica)
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Jejum absoluto: Suspender alimentação e líquidos imediatamente após chegada ao hospital (preparação para anestesia geral)
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Hidratação venosa: Acesso venoso, reposição de líquidos e eletrólitos (muitos pacientes chegam desidratados por vômitos)
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Antibióticos pré-operatórios: Administração de antibióticos de amplo espectro antes da cirurgia (reduz risco de infecção pós-operatória)
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Analgesia: Controle da dor com analgésicos/antiespasmódicos (não retarda diagnóstico e melhora conforto do paciente)
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Consentimento cirúrgico: Assinatura de termo de consentimento pelo paciente ou responsável legal (em menores de idade)
O que Trazer
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Documentos pessoais (RG, CPF, carteirinha do convênio ou SUS)
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Exames anteriores se houver (ajudam na avaliação)
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Lista de medicamentos em uso contínuo
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Acompanhante (obrigatório, especialmente para crianças e idosos)
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Itens pessoais para internação (escova de dentes, chinelo, roupas confortáveis)
Após o Exame
A recuperação após apendicectomia varia conforme a técnica utilizada (laparoscópica vs aberta) e se houve complicações (apendicite simples vs complicada/rompida). Casos simples têm alta em 24-48 horas; casos complicados podem requerer internação prolongada.
Cuidados Importantes
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Internação hospitalar: Apendicite simples (laparoscópica): 24-48h, apendicite simples (aberta): 2-4 dias, apendicite complicada/rompida: 5-10 dias ou mais conforme gravidade
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Manejo da dor: Dor moderada nos primeiros dias, analgésicos regulares prescritos (pode incluir opioides nas primeiras 24-48h), dor diminui progressivamente
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Retorno da função intestinal: Jejum até retorno de ruídos intestinais (flatos, movimentos intestinais), dieta líquida inicialmente, progressão para dieta branda e normal conforme tolerância
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Mobilização precoce: Levantar e caminhar já nas primeiras 12-24h pós-cirurgia (reduz risco de trombose, atelectasia pulmonar, melhora função intestinal)
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Cuidados com incisão(ões): Manter curativos limpos e secos, pode tomar banho após 48h (orientação médica), observar sinais de infecção (vermelhidão, calor, secreção, piora da dor)
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Antibióticos pós-operatórios: Casos simples: 1-3 doses, casos complicados: 5-7 dias ou mais (venoso inicialmente, oral após alta), completar curso mesmo sentindo-se bem
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Repouso relativo (1-2 semanas): Evite esforços físicos intensos, levantamento de peso acima de 5kg, exercícios abdominais, caminhar é permitido e encorajado
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Retorno às atividades: Laparoscópica simples: trabalho leve 1 semana, atividades normais 2-3 semanas, esportes 4 semanas. Aberta simples: trabalho leve 2 semanas, atividades normais 4-6 semanas
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Dieta pós-operatória: Inicialmente leve e de fácil digestão (evitar alimentos gordurosos, condimentados), retorno gradual à dieta habitual em 1-2 semanas
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Sinais de alerta: Busque atendimento URGENTE: febre persistente/alta, dor abdominal intensa ou crescente, distensão abdominal importante, vômitos persistentes, vermelhidão/secreção purulenta na incisão, sinais de peritonite
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Retorno ambulatorial: Consulta de retorno em 7-14 dias para avaliação de cicatrização, retirada de pontos se necessário (muitos cirurgiões usam fios absorvíveis)
Prevenção: Não existe forma comprovada de prevenir apendicite. Dieta rica em fibras pode teoricamente reduzir risco (menos formação de fecalitos que obstruem o apêndice), mas evidência não é conclusiva. Mitos comuns: "Engolir sementes causa apendicite" - FALSO, não há evidência científica. "Apendicite sempre causa febre alta" - FALSO, febre pode ser baixa ou ausente inicialmente. "Dor do lado esquerdo descarta apendicite" - FALSO, casos raros de situs inversus (órgãos espelhados) ou apêndice longo podem causar dor atípica. Quando procurar urgência: Dor abdominal forte e persistente (especialmente se migrar para lado direito inferior), associada a náuseas/vômitos/febre. NUNCA tome laxantes se suspeitar de apendicite - pode causar ruptura. Atenção especial: Crianças pequenas (comunicação limitada, sintomas atípicos), idosos (sintomas sutis, maior risco de ruptura), gestantes (diagnóstico difícil, consequências graves se não tratada). Nesses grupos, procure avaliação médica prontamente mesmo com sintomas leves.
Por que a Clínica Santa Tereza?
Perguntas Frequentes
O quadro CLÁSSICO de apendicite inclui: DOR ABDOMINAL característica - começa difusa ao redor do umbigo (dor periumbilical) e, após 4-24 horas, migra para lado INFERIOR DIREITO do abdômen (fossa ilíaca direita, ponto de McBurney). A dor piora progressivamente, aumenta com movimento/tosse/palpação. Outros sintomas: perda de apetite (anorexia, quase sempre presente), náuseas e vômitos (após início da dor), febre baixa (37,5-38,5°C), diarreia ou constipação. ATENÇÃO: nem todos apresentam quadro clássico - crianças pequenas, idosos e gestantes podem ter sintomas atípicos. Dor abdominal intensa, especialmente se migrar para lado direito inferior, SEMPRE deve ser avaliada por médico urgentemente.
SIM, é EMERGÊNCIA MÉDICA! Não espere até o dia seguinte. Apendicite NÃO TRATADA evolui para RUPTURA do apêndice em 24-72 horas na maioria dos casos. Ruptura causa: peritonite (infecção grave da cavidade abdominal), formação de abscesso, sepse (infecção generalizada), em casos extremos: óbito. Após ruptura, cirurgia torna-se mais complexa, risco de complicações aumenta significativamente, internação é mais prolongada, recuperação mais difícil. Se você tem forte suspeita de apendicite (dor característica descrita acima), procure IMEDIATAMENTE serviço de urgência - não espere, não tome medicação por conta própria (pode mascarar sintomas), não coma nem beba (preparação para possível cirurgia).
LAPAROSCÓPICA (minimamente invasiva): 3 pequenas incisões (0,5-1,5 cm), uso de câmera. Vantagens: menos dor pós-operatória, recuperação mais rápida (retorno ao trabalho em 1-2 semanas), cicatrizes menores e mais estéticas, menor risco de infecção de ferida operatória, menor taxa de hérnias incisionais, visualização melhor da cavidade abdominal. ABERTA (convencional): incisão única de 5-10 cm. Vantagens: mais rápida de realizar (importante em casos críticos), não requer equipamento especial, permite acesso direto em casos muito complicados. QUAL É MELHOR? Depende: casos simples não complicados - laparoscópica geralmente preferível. Casos complicados (ruptura, abscesso grande, peritonite) - aberta pode ser necessária. Decisão final depende: experiência do cirurgião, disponibilidade de equipamento, achados durante cirurgia (pode iniciar laparoscópica e converter para aberta se necessário).
SIM, a remoção é PERMANENTE (o apêndice não "cresce de novo"). PORÉM: NÃO causa problemas de saúde. O apêndice em humanos adultos NÃO tem função vital conhecida. Possivelmente tinha função imunológica na infância ou ancestralmente (órgão vestigial), mas em adultos não é necessário. Após apendicectomia você NÃO terá: problemas digestivos, deficiências nutricionais, diminuição de imunidade significativa, necessidade de mudanças de dieta ou estilo de vida, qualquer impacto funcional no dia a dia. Milhões de pessoas vivem normalmente sem apêndice. O único "benefício" é que você NUNCA mais terá apendicite!
Varia conforme gravidade e técnica: APENDICITE SIMPLES (não rompida) - Laparoscópica: alta em 24-48 horas (muitos pacientes têm alta no dia seguinte). Aberta: 2-4 dias de internação. APENDICITE COMPLICADA (rompida, com abscesso ou peritonite): 5-10 dias ou mais. Requer antibióticos venosos prolongados, tempo para resolução de infecção, possível colocação de dreno abdominal. A alta hospitalar é dada quando: dor controlada com analgésicos orais, retorno da função intestinal (alimentação tolerada, eliminação de gases), ausência de febre, ferida operatória sem sinais de infecção, paciente consegue caminhar e realizar autocuidado.
APENDICECTOMIA LAPAROSCÓPICA SIMPLES: Trabalho/escola (atividades leves): 1 semana. Atividades cotidianas normais: 2-3 semanas. Exercícios físicos leves: 2-3 semanas. Academia, corrida, esportes: 4 semanas. Trabalhos com esforço físico pesado: 4-6 semanas. APENDICECTOMIA ABERTA SIMPLES: Trabalho leve: 2 semanas. Atividades normais: 4-6 semanas. Exercícios físicos: 6 semanas. CASOS COMPLICADOS (rompida): adicione 2-4 semanas aos prazos acima. Sempre siga orientação individualizada do seu cirurgião - recuperação varia conforme idade, condicionamento físico e presença de complicações.
Apendicectomia é cirurgia MUITO COMUM e SEGURA quando realizada precocemente. Taxa de mortalidade em apendicite simples é menor que 0,1%. PORÉM, complicações podem ocorrer: INFECÇÃO da ferida operatória (2-5% dos casos, mais comum em cirurgia aberta), ABSCESSO intra-abdominal (1-3%, especialmente se apendicite complicada), ÍLEO paralítico (paralisação temporária do intestino, 5-10%), OBSTRUÇÃO intestinal por aderências (rara, mais tardio - semanas/meses), HÉRNIA incisional (1-10%, mais comum em cirurgia aberta). Risco de complicações AUMENTA DRASTICAMENTE se apendicite rompe antes da cirurgia - daí a importância do diagnóstico e tratamento precoces. A maioria das complicações é tratável.
SIM, apendicectomia é realizada em TODAS AS IDADES. CRIANÇAS: Apendicite é muito comum em crianças (pico 10-19 anos). Diagnóstico pode ser mais difícil (sintomas atípicos, dificuldade de comunicação em crianças pequenas). Cirurgia segue mesmos princípios, geralmente laparoscópica. Recuperação costuma ser mais rápida que em adultos. IDOSOS: Apendicite em idosos é mais perigosa - sintomas podem ser mais sutis (dor menos intensa, febre menos evidente), maior risco de ruptura antes do diagnóstico, maior risco cirúrgico e anestésico por comorbidades (diabetes, problemas cardíacos), recuperação mais lenta. Ainda assim, cirurgia é tratamento padrão e necessário. Idade avançada NÃO é contraindicação - apendicite não tratada é MUITO mais perigosa que cirurgia.
SIM, apendicectomia pode e DEVE ser feita em gestantes se houver apendicite. Apendicite é a urgência cirúrgica não-obstétrica mais comum na gravidez (ocorre em 1:500-1:1000 gestações). Diagnóstico pode ser desafiador: sintomas podem mimetizar condições normais da gravidez (náuseas, desconforto abdominal), localização da dor pode ser atípica (útero grávido desloca apêndice para cima - dor pode estar mais alta que o habitual), exames de imagem são adaptados (preferência por ultrassom e ressonância, evitar TC com radiação). CIRURGIA: Segura em qualquer trimestre da gestação. Técnica laparoscópica preferível (especialmente 1º e 2º trimestres). Cuidados especiais com posicionamento e pressão intra-abdominal. Apendicite NÃO tratada é MUITO mais perigosa para mãe e bebê que a cirurgia.
CONTROVERSO. Pesquisas recentes investigam antibióticos isolados para casos selecionados de apendicite simples não complicada. Resultados mostram: 60-80% de sucesso inicial (resolução sem cirurgia), PORÉM: 20-40% têm recorrência no primeiro ano (necessitam cirurgia depois), requer internação prolongada para antibióticos venosos, monitoramento rigoroso, risco de progressão para ruptura se falhar. Atualmente, antibióticos isolados NÃO são tratamento padrão - reservados para: pacientes com contraindicações cirúrgicas graves, em locais sem acesso imediato a cirurgia, como "ponte" até cirurgia se houver atraso. Para plastrão apendicular (massa inflamatória), pode-se fazer tratamento conservador inicial (antibióticos, drenagem de abscesso) seguido de cirurgia eletiva após 6-12 semanas. A CIRURGIA permanece tratamento definitivo e padrão-ouro.
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